Invol - Ambientes

Problema

Problema

É crescente a preocupação ambiental e de saúde relativos ao método e aos locais destinados a acomodar os corpos em estado de óbito devido ao alto risco de contaminação, tanto que em 2003 o CONAMA reconheceu o método de sepultamento como potencialmente nociva ao meio ambiente e passou a exigir Licenciamento Ambiental para a instalação de cemitérios. 

Não se trata de um problema novo, observado apenas em 2003 pelo CONAMA, mas de um problema sério e latente, que compromete a saúde e o meio ambiente. Os primeiros registros datam do Século XVIII e afirmam que a epidemia de febre tifoide ocorrida em Paris naquela época tinha intima relação com os corpos dos cemitérios parisiense, o que forçou uma reforma radical, incluindo a mudança dos locais destinados aos sepultamentos e a retiradas dos corpos sepultados nos cemitérios. No Brasil os registros começam a surgir a cerca de trinta anos. Neste período muitos conhecimentos foram acumulados e com frequência novas comprovações atestam que os corpos em estado de decomposição estão contaminando o solo e os recursos hídricos próximos aos cemitérios. 
 
Os fatos observados são antigos e amplamente registrados pela ciência quanto aos danos causados pelo líquido resultante da decomposição dos corpos, tecnicamente chamando de líquido da coliquação, por estar associada à fase coliquativa do processo, também popularmente chamado de “necrochorume”, líquido composto de 60% água, 30% sais minerais e 10% de substâncias tóxicas degradantes tais como a Putresina e a Cadaverina, além de fungos, vírus, bactérias, hormônios, antibióticos, quimioterápico, enfim, tudo o que o corpo foi armazenando ao longo da sua existência, é este sopa biológica e química que vaza do corpo contaminando o caixão, a sepultura, o solo e os aquíferos freáticos muitas vezes destinados a consumo humano podendo causar danos terríveis e até mesmo a morte da pessoa contaminada.